Plástica para queimaduras: entenda como elas são feitas


Quando as queimaduras de segundo ou terceiro grau deixam a pele com cicatrizes, é possível recorrer à plástica para queimaduras. Além de atuar na questão estética do paciente, elas podem colaborar com casos em que há perda da função na área afetada, como quando a queimadura afeta as dobras no corpo, ou seja, as articulações.


Além disso, a cirurgia plástica em queimaduras pode atuar tanto na sua extensão quanto na sua profundidade, uma vez que esses machucados podem acometer uma parte grande do corpo como também atingir diferentes camadas da pele. Uma das técnicas é fazer o chamado enxerto, ou enxertia de pele, para o qual se transfere para a região queimada finas fatias de pele saudável do paciente.


Conforme a gravidade das queimaduras pode ter que ser feito o chamado retalho cutâneo, no qual, além de pele, tecido irrigado por artérias, gordura e músculos também são transferidos para a região que deve ser reparada. Outra técnica usada é com as matrizes de regeneração dérmica, ou seja, pele artificial.


Porém, elas são apenas a derme, a camada mais profunda, fabricadas com colágeno obtido de animais como o boi e o porco. O mais comum é que sejam usadas nos casos mais graves, como as queimaduras de terceiro grau ou onde houve dano à função no local. De qualquer forma, sobre elas é preciso colocar pele do próprio paciente.


O enxerto costuma ser feito logo que o paciente estiver com o seu quadro estabilizado, inclusive, nas regiões onde a queimadura foi mais extensa e/ou é de terceiro grau. Já quando a maioria das queimaduras é de segundo grau, é possível esperar até 20 dias para fazer a plástica, pois é preciso esperar a pele se restaurar.


A vantagem do enxerto é que não ocorre rejeição porque a pele é do paciente mesmo, porém, pode haver infecções e hematomas. Essas complicações são reduzidas com o acompanhamento de um fisioterapeuta no pós-operatório, para que o paciente evite posições que comprometam o sucesso da cirurgia.


Plástica para queimaduras: cirurgias posteriores


É bastante comum que sejam feitas várias cirurgias a fim de corrigir o local onde a pele foi queimada. Desse modo, os procedimentos podem ser realizados posteriormente, a fim de corrigir as deformidades tardias, usando mais enxertos. Nessa fase, é possível suavizar as cicatrizes, por meio de zetaplastias e expansores de pele.


A primeira tem a função de alongar a cicatriz, enquanto ela possui retração, e os expansores, dispositivos parecidos com bexigas de silicone, são, de forma cirúrgica, colocados sob a pele saudável, perto da cicatriz, para se expandir aos poucos, assim, distendendo a pele e provocando uma sobra. Assim, é possível remover a pele com a cicatriz.


No entanto, para fazer as cirurgias estéticas posteriores, é necessário esperar em torno de um ano, a fim de aguardar a melhora da cicatriz para então suavizá-la. De acordo com o tipo de queimadura, pode ser bastante difícil deixar o local como se nada tivesse acontecido, inclusive, quando se trata de queimaduras de terceiro grau.





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